Residência 'Atlantis Cabo Verde' e Oficinas 'Jogar Atlantis'


Produção de obras e videojogo site-specific, internacionalização da série Atlântida do artista-investigador André Sier. Production of site-specific works and videogame, internationalization of the series Atlantis by artist-researcher André Sier.

Published on August 02, 2026 by artecódigo

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Atlantis Cabo Verde

Seres Marinhos, Mito e Mundos Imersivos

André Sier · Produzido pela ArteCódigo · Jun/Jul 2026
Residência · Oficinas · Exposição e Videojogo Geolocalizado

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(pt) Atlantis Cabo Verde (Enxotar Moscas, Nadar com Tartarugas, Voar com Abelhas). Tríptico vídeo HD, duração e dimensões variáveis, som. André Sier, 2026. (en) Atlantis Cape Verde (Shooing Flies, Swimming with Turtles, Flying with Bees). HD video triptych, variable duration and dimensions, sound. André Sier, 2026.





[PT]

Atlantis Cabo Verde

Seres Marinhos, Mito e Mundos Imersivos

André Sier · Produzido pela ArteCódigo · Jun/Jul 2026
Residência · Oficinas · Exposição e Videojogo Geolocalizado

Atlantis-CaboVerde-Intro-Maio26.jpg


Introdução


Imagens da residência preparatória da exposição Atlantis na ArteCódigo SRAM, Maio 2016.

Residência preparatória na ArteCódigo SRAM da exposição Atlantis, Maio 2016 Residência preparatória na ArteCódigo SRAM da exposição Atlantis, Maio 2016


Dez anos após uma relevante exposição individual no Museu Nacional de Arte Contemporânea do Chiado (Atlantis no MNAC em 2016, com curadoria de Adelaide Ginga – link versão digital catálogo Atlantis @ MNAC), André Sier regressa às suas investigações jogáveis mitológicas atlantes, desta feita entrelaçadas com poesia, tradições e recolhas de campo geolocalizadas, onde secções da obra jogável são co-criadas com comunidades locais através de oficinas onde o projecto tem lugar.

É um projecto de envergadura maior, produzido pela ArteCódigo, que irá celebrar 30 anos de actividade artística continuada, onde, para além de uma série de novas obras bio-electrónicas, estáticas e interactivas, previstas para uma exposição no Centro de Artes de Águeda em 2027, compreende o entrelaçamento da mitologia com tradições associadas aos locais onde será executada.

Através de oficinas temáticas, e utilizando tecnologias de artes digitais desenvolvidas pelo artista-investigador em sistemas e ambientes de programação open-source, os participantes tornam-se co-criadores de conteúdos posteriormente incorporados na experiência jogável. Além das oficinas, há um trabalho continuado de recolhas de campo nos locais, media visuais e sonoros, investigações de poesias com ligações míticas, bem como de tradições relatadas ao artista na primeira pessoa, e mesmo improvisações musicais registadas que dão conta do cruzamento cultural, trabalhadas, e que se tornam ambientes sonoros no videojogo. O jogo torna-se uma reflexão estética não-linear que incorpora tradições, de quando em vez quase perdidas, que se confundem com a mitologia relatada por Platão, ecoando um eterno retorno nietzschiano. Através do contacto directo e até de improvisações com músicos e contadores de histórias locais, dos elementos produzidos nas oficinas, das recolhas de campo, constroem-se as bases de um edifício que procura colocar o espectador como jogador que navega e surfa nos mares intrépidos entre o Mito e a História, que podem por vezes, ‘num só dia e noite de infortúnio’, fazer tudo diluviar.

Imagens de trabalhos fotográficos de André Sier, muitas vezes publicados nas suas insta-stories à medida que são realizados, da série MetaPh-AtlantisCaboVerde e improvisações com Teófilo Delgado (cantador de tradições, Aldeia das Fontainhas) e Djone Alves (cavaquinho e voz das Cordas do Sol, Cidade das Pombas)

Nas oficinas ‘Jogar Atlantis’, o artista introduz o mito da cidade tri-concêntrica submergida por forças desconhecidas do planeta que habita, avisando os homens, mesmo os mais tecnologicamente avançados, que há ainda forças maiores, escalas inaudíveis, que, por vezes, em raros acordes dissonantes e tempestuosos, arrancam pela raiz todos os vestígios de qualquer edificado humano.

A luz e o calor, o breu e o degelo, as oscilações climáticas desmesuradas fora das partituras, ocorrendo um pouco por todo o planeta, fazem reverberar no ar o tremor de catástrofes, quase instantâneas e quânticas, à escala planetária. Assim sendo, é também à escala planetária que este projecto se desenrola e desfia novelos enredados e enrolados, onde, através do mesmo tipo de oficinas, do similar teor investigativo, e de métodos afins de recolhas de campo, repetidas e retornadas em contextos culturais distintos e ímpares, associados à mitologia, à história e à arqueologia, às tradições e à poesia, se criam obras geolocalizadas logicamente equivalentes embora totalmente distintas. Isto porque a filosofia também se joga, talvez nu(m)a circularidade espiralada, de que as tradições humanas nos vários locais do planeta são exemplo numérico primo.

Atlantis Cabo Verde

‘Atlantis Cabo Verde’ será uma nova obra de André Sier: um espaço tridimensional mitológico e imersivo, jogável e construído a partir de recolhas de campo em Santo Antão, Cabo Verde — imagens, sons, e criações digitais co-geradas com participantes locais em oficinas, bem como recolha de tradições e poesias associadas a seres marinhos e entrelaçadas com a mitologia atlante. A obra parte da hipótese de que o arquipélago de Cabo Verde é uma das superfícies geolocalizadas onde o mito da Atlântida continua a emergir: nas histórias de seres marinhos encantados, nas ilhas que foram fundas civilizações afundadas, no poema de José Lopes da Silva acima publicado na era da ‘Claridade’.

O projecto inscreve-se numa investigação de longa duração sobre o mito da Atlântida, iniciada em 2016 com a exposição individual Atlantis no MNAC, e que prossegue actualmente com ‘Atlântida: Protocolos Diluvianos’, prevista para o Centro de Artes de Águeda em 2027. Cabo Verde é o primeiro território de uma série de obras geolocalizadas — cada uma construída a partir das tradições míticas e marinhas dos lugares, originando arquipélagos imaginários específicos. O mito da Atlântida deixa de ser arqueologia para se tornar protocolo: não a busca da cidade perdida, mas a modelação das condições sob as quais ela repetidamente desaparece.

‘Atlantis Cabo Verde’ avança nesta mesma direcção, acrescentando a dimensão geolocalizada: a obra não é uma reprodução, é uma instância específica, gerada a partir dos materiais míticos, tradicionais e visuais do território onde é criada. ‘Atlantis Cabo Verde’ é um espaço tridimensional imersivo onde o visitante navega um mundo sub e supra aquático mitológico, arqueológico, construído a partir de materiais recolhidos e co-criados em Santo Antão. O espaço é habitado por seres marinhos e encantados das tradições das ilhas, provenientes das tradições orais, das poesias, por formas geradas a partir dos desenhos e fotografias produzidos nas oficinas com participantes locais, e por sonoridades e imagens capturadas em campo, durante a residência.

A estética é colorida, fractal, experimental e low-fi: não o realismo fotográfico, mas a conjugação de fotografias reais obturadas pelas câmaras do artista, modificadas com lentes fractais, combinadas com geometria procedural, a paleta reduzida, o algoritmo como linguagem visual. Os conteúdos locais — os desenhos das crianças e dos jovens, a poesia, as tradições, as sonoridades e a imagética — são tratados como matéria-prima para uma transformação digital que preserva a sua origem sem a ilustrar literalmente.

Imagem referência visual estética pretendida

Reveja o tríptico vídeo Atlantis Cabo Verde (Enxotar Moscas, Nadar com Tartarugas, Voar com Abelhas) no cabeçalho da página com exemplos ilustrativos finalizados e realizados durante a residência. O tríptico vídeo opera melhor se ligar o som nos controladores de cada vídeo.



Oficina ‘Jogar Atlantis’

Posters Oficina Jogar Atlantis

Uma oficina participativa, orientada por André Sier, com crianças e jovens das comunidades locais, onde os participantes dão os primeiros passos nas artes digitais, explorando software artístico e criando desenhos e fotografias digitais, aumentados divertidamente com elementos de código autoral. O tema é a lenda da Atlântida, e Cabo Verde como possível local, a mitologia associada a seres marinhos encantados, trabalhados em artes imaginárias, e às tradições orais e escritas dos locais onde a oficina se (in)screve, neste primeiro caso, de Cabo Verde. Os desenhos e fotografias produzidos na oficina são integrados directamente na obra ‘Atlantis Cabo Verde’: tornam-se formas do espaço imersivo, habitantes do mundo subaquático, geometria de um mundo mítico. Os participantes são co-criadores de secções da obra e serão creditados dentro do videojogo. A oficina é inteiramente gratuita e não requer qualquer experiência digital prévia.

Os resultados são integrados na obra geolocalizada, sendo os participantes co-criadores, onde o tema é a lenda da Atlântida entrecruzada com tradições locais, que muitas vezes reportam seres imaginários e encantados, a mitologia enredada com a história emergente proveniente de gerações e gerações e gerações.

Descarregue aqui o PDF da apresentação da oficina ‘Jogar Atlantis’ que serve de mote à co-criação com os participantes. Para a co-criação dos elementos para a obra geolocalizada são disponibilizadas folhas de papel e lápis ou canetas, bem como programas desenvolvidos para as criações do artista em plataformas open-source que desenham com som, movimentos efectuados frente à webcam, com o rato, divertidamente aumentados com vários algoritmos, numa folha digital vazia, ou partindo de fotogramas obturados e registados digitalmente.


Vídeos e imagens das oficinas 'Jogar Atlantis' realizadas em Cabo Verde





Jogar-Atlantis-PontinhadeJanela

Jogar-Atlantis-RibeiraGrande




Sobre o artista

André Sier é artista-investigador doutorado em artes tecnoéticas (Planetary Collegium, Universidade de Plymouth), licenciado em filosofia (FCSH/UNL), estudou meditação (UBP), performance (CEM), pintura e escultura (Ar.Co), música (AAM), bioquímica (FCUL). Constrói sobretudo o que chama de arte imaginária, sob a forma de videojogos mitológicos e agregados bio-electrónicos, bem como produz fotografia, escultura, desenho, vídeo, instalação e obras interactivas não lineares. A sua investigação artística desenvolve modelos computacionais, jogáveis, bio-electrónicos, para imaginar e dar a experienciar formas não-humanas de organização, percepção e de ecologia tecnológica, articulando arte computacional, videojogos experimentais, multimédia, cibernética, instalações imersivas, permacomputação.

Nos últimos quase 30 anos produziu trabalhos dinâmicos e estáticos em séries longas, alguns premiados, exibidos em mais de 34 exposições individuais nacionais e internacionais, e em mais de 100 eventos e exposições colectivas. Destaca as individuais ‘(2)000 & Uivo’ (MUHNAC, 2022), ‘Mel da Senhora do Labirinto’ (Zaratan, 2020), ‘Neon Paleolitikos’ (Ocupart, 2017), ‘Labirinto de Chronos I e II’ (Convento S. Francisco e do Carmo, 2016-17), ‘02016.41312785388128’ (Igreja do Sacramento, 2016), ‘Atlantis’ (MNAC, 2016), ‘Aespacialidade’ (novaOgiva, 2015-16), ‘Esculturas Generativas e Jogos (∆s/∆t)’ (Igreja S. Vicente, 2015), ‘Skate.Exe’ (Galeria Luis Serpa, 2014), ‘uunniivveerrssee.net & outras máquinas’ (Convento da Saudação e de S. Francisco, 2012), ‘k.’ (Appleton Square, 2011), ‘uunniivveerrssee.net’ (Museu de S. Roque, 2011), ‘Ape-x’ (NT Gallery, 2010), ‘Motion=Snd’ (Kapelica Gallery, 2009), ‘Terra-Grav’ (Galeria Leonel Moura, 2008), ‘Mapas e Dispositivos (Clareira)’ (Galeria Vera Cortês, 2006), ‘747’ (Galeria Quadrum, 2002). Educador de artes digitais e electrónicas desde 2002, é actualmente professor auxiliar convidado de Computação Multimédia, Realidades Virtual e Aumentada, e de Oficinas Multimédia na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa (FBAUL-DAM 2023–), e foi professor auxiliar convidado de Projectos de Artes Plásticas e Multimédia e de Tecnologias dos Novos Media na Universidade de Évora (UE-DAVD 2012–24), bem como tutor de mais de 35 oficinas e cursos de artes digitais e electrónicas em diversos festivais, escolas e também contextos associados às suas exposições. É director dos estúdios de arte computacional s373.net/x e da associação cultural ArteCódigo.

Hiperligações: \–> https://andre-sier.com \–> https://s373.net/x \–> https://artecodigo.pt


Ficha Técnica

Residência Atlantis Cabo Verde · Jun/Jul 2026 & Jogar Atlantis · Oficina de Artes Digitais para Jovens
por André Sier | ArteCódigo.pt

Produção e Apoio: ArteCódigo | Co-Produção: Município do Paúl, Município da Ribeira Grande, Escola Básica Pontinha de Janela, Centro de Juventude de Ribeira Grande, Ministério da Educação – Delegação do Paúl – Santo Antão, Kairos.









[EN]

Atlantis Cape Verde

Marine Beings, Myth and Immersive Worlds

André Sier · Produced by ArteCódigo · Jun/Jul 2026
Residency · Workshops · Exhibition and Geolocated Videogame

Atlantis-CaboVerde-Intro-Maio26.jpg


Introduction


Images from the preparatory residency for the Atlantis exhibition at ArteCódigo SRAM, May 2016.

Preparatory residency at ArteCódigo SRAM for the Atlantis exhibition, May 2016 Preparatory residency at ArteCódigo SRAM for the Atlantis exhibition, May 2016


Ten years after a significant solo exhibition at the National Museum of Contemporary Art of Chiado (Atlantis at MNAC in 2016, curated by Adelaide Ginga – link to digital catalog version Atlantis @ MNAC), André Sier returns to his playable Atlantean mythological investigations, this time intertwined with poetry, traditions, and geolocated field collections, where sections of the playable work are co-created with local communities through workshops where the project takes place.

It is a larger-scope project, produced by ArteCódigo, which will celebrate 30 years of continuous artistic activity, where, in addition to a series of new bio-electronic, static, and interactive works planned for an exhibition at the Águeda Arts Centre in 2027, it includes the intertwining of mythology with traditions associated with the locations where it will be executed.

Through thematic workshops, and using digital art technologies developed by the artist-researcher in open-source systems and programming environments, participants become co-creators of content that is later incorporated into the playable experience. In addition to the workshops, there is ongoing fieldwork involving the collection of visual and sound media, investigations of poetry with mythical connections, as well as traditions recounted to the artist in the first person, and even recorded musical improvisations that account for the cultural intersection, which are then transformed into soundscapes in the video game. The game becomes a non-linear aesthetic reflection that incorporates traditions, from time to time almost lost, that intertwine with the mythology recounted by Plato, echoing an eternal nietzschean return. Through direct contact and even improvisations with local musicians and storytellers, the elements produced in workshops, and field research, the foundations are built of a structure that seeks to position the viewer as a player navigating and surfing the intrepid seas between Myth and History, which can sometimes, ‘in a single day and night of misfortune’, cause everything to deluge.

Images of photographic works by André Sier, often published on his insta-stories as they are created, from the MetaPh-AtlantisCaboVerde series and improvisations with Teófilo Delgado (traditional storyteller, Aldeia das Fontainhas) and Djone Alves (cavaquinho and vocals of Cordas do Sol, Cidade das Pombas)

In the ‘Playing Atlantis’ workshops, the artist introduces the myth of the tri-concentric city submerged by unknown forces of the planet it inhabits, warning humanity, even the most technologically advanced, that there are even greater forces, inaudible scales, which, at times, in rare dissonant and tempestuous chords, uproot all traces of any human construction.

The light and the heat, the darkness and the thaw, the immeasurable climatic oscillations outside of the sheets of music, occurring all over the planet, cause the tremor of catastrophes, almost instantaneous and quantum, on a planetary scale, to reverberate in the air. Thus, it is also on a planetary scale that this project unfolds and unravels tangled and coiled threads, where, through the same type of workshops, similar investigative content, and related methods of fieldwork, repeated and revisited in distinct and unique cultural contexts, associated with mythology, history and archaeology, traditions and poetry, logically equivalent, yet totally distinct, geolocated works are created. This is because philosophy can also be played, perhaps here naked, in a spiraling circularity, of which human traditions in various locations on the planet are a prime numerical example.

Atlantis Cabo Verde

‘Atlantis Cabo Verde’ will be a new work by André Sier: a three-dimensional mythological and immersive space, playable and constructed from fieldwork in Santo Antão, Cabo Verde — images, sounds, and digital creations co-generated with local participants in workshops, as well as the collection of traditions and poetry associated with marine beings and intertwined with Atlantean mythology. This work is based on the hypothesis that the Cape Verde archipelago is one of the geolocated surfaces where the myth of Atlantis continues to emerge: in stories of enchanted sea creatures, in the islands that were once sunken civilizations, in the poem by José Lopes da Silva published above in the era of ‘Claridade’ (a cape verdian period of intellectual and cultural awareness).

The project is part of a long-term research project on the myth of Atlantis, initiated in 2016 with the solo exhibition Atlantis at the MNAC (National Museum of Contemporary Art), and currently continuing with ‘Atlantis: Diluvian Protocols’, scheduled for the Águeda Arts Centre in 2027. Cape Verde is the first territory in a series of geolocated works—each constructed from the mythical and marine traditions of the places, originating specific imaginary archipelagos. The myth of Atlantis ceases to be archaeology and becomes protocol: not the search for the lost city, but the modeling of the conditions under which it repeatedly disappears.

‘Atlantis Cabo Verde’ advances in this same direction, adding a geolocalized dimension: the work is not a reproduction, but a specific instance, generated from the mythical, traditional, and visual materials of the territory where it is created. ‘Atlantis Cabo Verde’ is an immersive three-dimensional space where the visitor navigates a sub- and supra-aquatic mythological and archaeological world, constructed from materials collected and co-created in Santo Antão. The space is inhabited by marine and enchanted beings from the island’s traditions, arising from oral traditions, poetry, forms generated from drawings and photographs produced in workshops with local participants, and sounds and images captured in the field, during the residency.

The aesthetic is colorful, fractal, experimental, and low-fi: not photographic realism, but the combination of real photographs taken by the artist’s cameras, modified with fractal lenses, combined with procedural geometry, a reduced palette, and the algorithm as a visual language. Local content — children’s and young people’s drawings, poetry, traditions, sounds, and imagery — is treated as raw material for a digital transformation that preserves its origin without literally illustrating it.

Imagem referência visual estética pretendida

Review the video triptych Atlantis Cabo Verde (Shooing Flies, Swimming with Turtles, Flying with Bees) at the top of the page with illustrative examples completed and made during the residency. The video triptych works best if you turn the sound on on each video controller.



Workshop ‘Playing Atlantis’

Posters Workshop Playing Atlantis

A participatory workshop, led by André Sier, with children and young people from local communities, where participants take their first steps in digital arts, exploring artistic software and creating digital drawings and photographs, playfully enhanced with elements of authorial code. The theme is the legend of Atlantis, and Cape Verde as a possible location, the mythology associated with enchanted sea creatures, worked into imaginary arts, and the oral and written traditions of the places where the workshop takes place, in this first case, Cape Verde. The drawings and photographs produced in the workshop are directly integrated into the work ‘Atlantis Cabo Verde’: they become forms of immersive space, inhabitants of the underwater world, geometry of a mythical world. Participants are co-creators of sections of the work and will be credited within the video game. The workshop is completely free and requires no prior digital experience.

The results are integrated into the geolocated artwork, with participants acting as co-creators. The theme is the legend of Atlantis intertwined with local traditions, which often recount imaginary and enchanted beings, mythology intertwined with the emerging history passed down through generations and generations and generations.

Download the PDF presentation of the ‘Playing Atlantis’ workshop here, which serves as a starting point for co-creation with the participants. For the co-creation of elements for the geolocated artwork, paper and pencils or pens are provided, as well as programs developed for the artist’s creations on open-source platforms that draw with sound, movements made in front of the webcam, with the mouse, playfully enhanced with various algorithms, on a blank digital sheet, or starting from shuttered and digitally recorded frames.


Videos and images from the 'Playing Atlantis' workshops held in Cape Verde





Jogar-Atlantis-PontinhadeJanela

Jogar-Atlantis-RibeiraGrande




About the artist

André Sier is an artist-researcher with a PhD in technoetic arts (Planetary Collegium, University of Plymouth), a degree in philosophy (FCSH/UNL), and studies in meditation (UBP), performance (CEM), painting and sculpture (Ar.Co), music (AAM), and biochemistry (FCUL). He primarily creates what he calls imaginary art, in the form of mythological video games and bio-electronic aggregates, as well as produces photography, sculpture, drawing, video, installation, and non-linear interactive works. His artistic research develops computational, playable, bio-electronic models to imagine and experience non-human forms of organization, perception, and technological ecology, articulating computational art, experimental video games, multimedia, cybernetics, immersive installations, and permacomputing.

Over the past almost 30 years, he has produced dynamic and static works in long series, some of which have won awards and have been exhibited in more than 34 national and international solo exhibitions, and in more than 100 group events and exhibitions. Highlights include the solo exhibitions ‘(2)000 & Uivo’ (MUHNAC, 2022), ‘Mel da Senhora do Labirinto’ (Zaratan, 2020), ‘Neon Paleolitikos’ (Ocupart, 2017), ‘Labirinto de Chronos I e II’ (Convento S. Francisco e do Carmo, 2016-17), ‘02016.41312785388128’ (Igreja do Sacramento, 2016), ‘Atlantis’ (MNAC, 2016), ‘Aespacialidade’ (novaOgiva, 2015-16), ‘Esculturas Generativas e Jogos (∆s/∆t)’ (Igreja S. Vicente, 2015), ‘Skate.Exe’ (Galeria Luis Serpa, 2014), ‘uunniivveerrssee.net & outras máquinas’ (Convento da Saudação and S. Francisco, 2012), ‘k.’ (Appleton Square, 2011), ‘uunniivveerrssee.net’ (St. Roque Museum, 2011), ‘Ape-x’ (NT Gallery, 2010), ‘Motion=Snd’ (Kapelica Gallery, 2009), ‘Terra-Grav’ (Leonel Moura Gallery, 2008), ‘Maps and Devices (Glade)’ (Vera Cortês Gallery, 2006), ‘747’ (Quadrum Gallery, 2002). A digital and electronic arts educator since 2002, he is currently a guest assistant professor of Multimedia Computing, Virtual and Augmented Reality, and Multimedia Workshops at the Faculty of Fine Arts of the University of Lisbon (FBAUL-DAM 2023–), and was a guest assistant professor of Visual Arts and Multimedia Projects and New Media Technologies at the University of Évora (UE-DAVD 2012–24), as well as tutor of more than 35 digital and electronic arts workshops and courses at various festivals, schools, and in contexts associated with his exhibitions. He is the director of the computational art studios s373.net/x and the cultural association ArteCódigo.

Hyperlinks: \–> https://andre-sier.com \–> https://s373.net/x \–> https://artecodigo.pt


Technical Sheet

Atlantis Cape Verde Residency · Jun/Jul 2026 & Play Atlantis · Digital Arts Workshop for Young People
by André Sier | ArteCódigo.pt

Production and Support: ArteCódigo | Co-Production: Município do Paúl, Município da Ribeira Grande, Escola Básica Pontinha de Janela, Centro de Juventude de Ribeira Grande, Ministério da Educação – Delegação do Paúl – Santo Antão, Kairos.